Uma nova visão da advocacia

Em um mundo moderno e globalizado, as decisões são tomadas em frações de segundos. Homens e mulheres diariamente são submetidos a conflitos e muitas vezes procuram o Poder Judiciário para aliviar suas dores.

Antes de nos tornarmos república, diziam nossas leis:

“E no começo da demanda dirá o juiz as partes, que antes que façam despesas, e se sigam entre eles os ódios e dimensões, se devem concordar, e não gastar suas fazendas por seguirem suas vontades, porque o vencimento da causa é sempre duvidoso.” (Ordenações Filipinas, Livro III, T.20. § 1º, 1603-1916).”

Infelizmente este ensinamento não havia sido recepcionado pelo nosso ordenamento jurídico e é pouco praticado pelos juristas, portanto há mais de 100 anos vivemos uma política de beligerância (guerra) para resolver nossos impasses, esquecendo que o caminho da sabedoria é o diálogo.

Neste novo contexto não cabe mais ao advogado uma visão somente beligerante, mas também consensual. Quando estiver diante de uma tarefa, seria importante lembrar que onde há vontade há solução e a negociação sempre será sua primeira opção.

Sendo assim, cabe também aos advogados um novo olhar sobre a justiça, encarando os conflitos com naturalidade e dando a paz um papel primordial.

Além disto, quando escolhemos o caminho da paz nos preparamos melhor para o conflito, uma vez que haverá clareza sobre a questão, clareza sobre a solução e como consequência teremos uma tese mais madura e pedidos mais firmes.

Hoje a advocacia urge por mudanças e cada contribuinte da justiça, seja advogado, juiz ou promotor, deve incentivar a política da solução adequada de conflitos.

Somente assim, poderemos num futuro conquistar um Poder Judiciário mais célere, uma população melhor preparada para lidar com a frustrações e um ambiente de trabalho menos estressante.

As faculdades de Direito já estão preocupadas com estas mudanças e vêm modificando sua grade curricular com matérias sobre soluções adequadas de conflito. Nós, profissionais em carreira, devemos buscar estas mudanças também.

Hoje estamos diante de um novo cenário mundial e devemos nos adaptar para a nova realidade, a revolução humana onde o coração se tornou prioridade.

As pessoas precisam de amor e a advocacia pode oferecer isto.

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